Médicos deveriam poder mentir sobre defeitos de nascimento para evitar abortos?
O Senado de Arizona, estado americano, aprovou uma lei que,
essencialmente, permitiria que os médicos mentissem para as mulheres
sobre defeitos de nascimento em nome da prevenção do aborto.
O projeto de lei, referido como “nascimento injusto” por alguns, se
diz projetado para proteger os profissionais médicos de pais litigiosos
de crianças deficientes que culpam o médico quando todos sabem que os
defeitos congênitos não são causados por eles (e que, para muitas
religiões, são causados Deus, que está castigando as mulheres por
abortos).
Os opositores apontam que essas ações são raras (os abortos) e não
precisam ser combatidas com legislação. E é interessante notar que, em
teoria, a lei tornaria legal para os médicos interessados mentir para os
pais, retendo informação sobre defeitos congênitos e antecipando
nascimentos se eles acreditarem que isso pode levar os pais a optar por
interromper a gravidez.
Para algumas pessoas, essa lei passa a ideia de que algumas
entidades, como igrejas, pais, maridos, políticos e médicos se acham
melhores em medir o que as mulheres devem fazer com suas partes do corpo
do que elas próprias.
O aborto é ilegal em alguns países, como no Brasil. Isso gera uma
controvérsia enorme sobre os direitos das pessoas versus o término de
uma vida. E sobre essa nova lei? O que você acha? Os médicos deveriam
poder mentir para evitar um aborto?
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