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04 março 2012

BIOQUÍMICA CELULAR – OS ÁCIDOS NUCLÉICOS.


BIOQUÍMICA CELULAR – OS ÁCIDOS NUCLÉICOS.




Um modelo tridimensional computadorizado de um cromossomo, onde se vê um desenho da estrutura em dupla hélice do DNA.

Em 28 de fevereiro de 1953, Watson e Crick descobriram a dupla hélice do DNA, e o segredo da vida.
Há 54 anos, as fundações do segredo da vida foram anunciadas num "pub" inglês. James D. Watson e Francis Crick entraram no The Eagle e contaram aos seus amigos que haviam desvendado a estrutura do DNA, ácido desoxirribonucléico, que contém as informações para a ordenação de aminoácidos e síntese de proteínas e, conseqüentemente, da formação da vida. Em 1953 o mundo era bem diferente, e palavras como genética, DNA e genoma não faziam parte do senso comum - muito menos de programas de televisão que hoje oferecem testes de paternidade com a naturalidade de um comercial. Há exatos 54 anos, nenhum cientista havia lido as seqüências de uma molécula de DNA. O norte-americano Watson, então com 23 anos, havia visto numa conferência em Nápoles uma imagem vaga de uma molécula de DNA, renderizada em raios-X, e ouviu que ela poderia ser "a coisa de que são feitos os genes". Crick, britânico, tinha 35 anos e ainda estava sem o doutorado. Ele havia pulado da Física para a Química, e depois para a Biologia, quando encontrou Watson na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e começaram a trabalhar juntos. 
Na imagem, Watson viu as evidências helicoidais, e como lembrou mais tarde, "o deixaram boquiaberto; a estrutura era linda demais para não ser verdade". Elas fizeram a dupla começar a trabalhar com modelos tridimensionais de hélices duplas. A participação de Rosalind (que na época gerava as melhores fotos de raios-X de DNA no mundo), que faleceu em 1958, antes do trio Watson-Crick-Wilkins receber o Prêmio Nobel, em 1962, foi efetiva - ela criticou a primeira teoria dos cientistas e passou a trabalhar em paralelo no caminho da helicóide. Mas, mesmo com a influência e as imagens essenciais à descoberta da estrutura do DNA, Rosalind não foi agraciada com o Nobel, já que ele não é entregue postumamente. O passo final para a descoberta foi feito quando Crick, que trabalhava com o companheiro com réplicas em papelão das bases adenina, citosina, guanina e timina, descobriu que duplas de adenina-timina, conectadas por pontes de hidrogênio, eram idênticas na forma aos pares de guanina-citosina. Eles deduziram que os pares de bases poderiam servir como degraus da escada sinuosa do DNA. Com isso, estava descoberta a base da replicação. Já que pares se atraem, ter CTT (citosina, timina e timina) de um lado, equivaleria, naturalmente, a GAA (guanina, adenina, adenina), do outro. Com a desconexão das hélices, o laço natural se mantém, e dita uma nova junção.

TIPOS DE ÁCIDOS NUCLÉICOS ► DNA E RNA

De acordo com a composição química, os ácidos nucléicos são classificados em ácidos desoxirribonucléicos (DNA) que são encontrados no núcleo celular (Cromossomos) e algumas organelas, como cloroplastos e mitocôndrias, e em ácidos ribonucléicos (RNA) que se originam no núcleo, nos eucariontes, e atuam no citoplasma. Os ácidos nucléicos são grandes moléculas (polinucleotídeos) formadas pela repetição de uma molécula unidade que é o nucleotídeo.
O nucleotídeo é uma molécula composta por três componentes:

►1. UMA PENTOSE: RIBOSE (RNA) ou DESOXIRIBOSE (DNA)
►2. ÁCIDO FOSFÓRICO.
►3. UMA BASE NITROGENADA, que pode ser uma destas cinco: ADENINA, GUANINA, CITOSINA, TIMINA OU URACILA.

A adenina e a guanina são purinas ou bases púricas. Dos dois tipos de bases presentes no DNA (purinas e pirimidinas), as purinas apresentam as bases maiores. Todos os átomos do anel duplo estão no mesmo plano. A citosina, a timina e o uracil (o, a) são pirimidinas ou pirimídicas. 


 
Existem dois tipos de ácidos nucléicos, DNA e RNA, que se diferenciam pelo açúcar (pentose) que possuem: desoxirribose e ribose, respectivamente. Também se diferenciam pelas bases nitrogenadas que contém, adenina, guanina, citosina e timina, no DNA, e adenina, guanina, citosina e uracilo (a) no RNA. Uma outra diferença está na estrutura das cadeias, no DNA será uma cadeia dupla e no RNA é uma cadeia simples.

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