DNA
MODELO
ESTRUTURAL DO DNA
James Watson e Francis Crick combinaram os dados químicos e físicos do DNA, e propuseram um modelo estrutural do DNA.
Neste modelo
estrutural do DNA as duas fitas
estão enroladas uma ao redor da outra formando uma helicóide dupla: as duas cadeias de polinucleotídeos mantém-se
eqüidistantes, ao mesmo tempo em que se enrolam em torno de um eixo imaginário.
O esqueleto açúcar-fosfato (formado por uma seqüência alternante de
desoxirribose e fosfato, unidos por enlaces fosfodiéster 5’’-3’’, segue una
trajetória helicoidal na parte exterior da molécula.
A
Adenina sempre forma par com a Timina mediante duas pontes de hidrogênio enquanto que a Citosina sempre forma par com a Guanina por meio de 3 pontes
de hidrogênio. Os pares de bases dA-dT e dG-dC têm o mesmo comprimento e
ocupam o mesmo espaço no interior da dupla-hélice. Assim, a molécula do DNA têm
diâmetro uniforme. Os pares de bases dA-dT e dG-dC podem ocorrer no DNA em
qualquer ordem. O pareamento de bases é uma das características mais
importantes da estrutura do DNA porque significa que as seqüências de bases da
dupla helicóide são complementares Este fato tem implicações muito profundas
com respeito ao mecanismo de replicação do DNA, porque desta forma a réplica de
cada uma das hélices obtém a seqüência de bases da hélice complementar.
Nas células eucarióticas, o DNA se encontra localizado principalmente no núcleo, em forma de cromossomos, que são complexas associações de DNA e proteínas.
Nas células eucarióticas, o DNA se encontra localizado principalmente no núcleo, em forma de cromossomos, que são complexas associações de DNA e proteínas.
Em procariontes, assim
como nas mitocôndrias e cloroplastos, o DNA apresenta-se em forma circular, na qual a dupla hélice
fecha-se por suas extremidades. Este DNA
circular pode apresentar diversos graus de superenrolamento.
O
segmento exclusivo do cromossomo sexual
Y (presente apenas em homens) e o DNA mitocondrial (DNA presente em
mitocôndrias) apresentam propriedades genéticas em comum. Primeiro, eles são
herdados de apenas um dos pais: o cromossomo Y é transmitido apenas através do
espermatozóide paterno apenas para filhos homens e o DNA mitocondrial é transmitido através do óvulo materno para filhos
e filhas. Segundo, não trocam genes com outros segmentos genômicos (não se
recombinam), sendo transmitidos às gerações seguintes em blocos de genes
(denominados haplótipos). Há, assim, uma história genealógica imutável.
Em outras palavras, todo o DNA mitocondrial de um indivíduo vem de
sua mãe apenas, sem nenhuma contribuição paterna.
DUPLICAÇÃO
OU REPLICAÇÃO DO DNA
É a capacidade que tem o DNA de fazer cópias ou réplicas de sua molécula. Este processo é fundamental para a transferência da informação genética de geração em geração. As moléculas se replicam de um modo semiconservativo. A dupla hélice se separa, com rompimento das pontes de hidrogênio, e cada uma das cadeias serve de molde para a síntese de uma nova cadeia complementar. O resultado final são duas moléculas idênticas à original.
O genoma é todo o DNA (ácido desoxirribonucléico) que um determinado organismo tem
nas suas células. O DNA humano é
formado por 3.200.000.000 de pares de bases. Um gene é uma porção do DNA
que contém a informação para se fabricar uma proteína requerida pelo organismo. A informação contida nos genes, que determinará em grande parte
as características de um ser humano, é dada pela ordem em que se encontram as
quatro unidades. Os 3.200.000.000 de pares de bases do DNA humano não formam uma única molécula linear, mas se encontram
separadas em 23 pares de diferentes cadeias e condensadas, formando assim os cromossomos. De cada par de cromossomos, um foi herdado da mãe e
outro do pai, o que faz cada indivíduo ser o último elo de uma cadeia contínua
e o produto da recombinação de características de todos os seus ancestrais.
A
TRANSCRIÇÃO DO DNA
Como os precisos genes evoluíram de modo a ficarem protegidos no núcleo da célula, é necessário que se produzam cópias ativas dos genes que possa sair do núcleo e dirigir a produção de proteínas em outras partes da célula. Assim é preciso uma espécie de “projeto” do gene. Em organismos eucariontes, como é o caso da espécie humana, a informação genética armazenada no DNA será convertida em uma seqüência de aminoácidos, formando as proteínas, moléculas fundamentais na determinação das características dos organismos. Contudo, a informação genética está organizada da seguinte forma: os genes incluem regiões codificadoras da seqüência de aminoácidos, os exons, e regiões não-codificadoras, os introns.
A primeira etapa na
síntese de proteínas é a transcrição do gene em uma molécula de RNA, o pré-RNAm.
Este inclui ambas as regiões e, quando é processado, os introns são removidos
da molécula, transformando o pré-RNAm no RNAm maduro, que será, então,
traduzido em proteína. Esse processamento de um pré-RNAm pode variar,
resultando na formação de mais de um tipo de proteína, a partir de uma mesma
seqüência de DNA. Um exemplo extremo descrito recentemente em Drosophila
melanogaster, revela que um mesmo gene desse inseto é capaz de codificar
cerca de 38 mil proteínas. Na espécie humana, estima-se que o número de genes
varie entre 30 mil e 40 mil e que existam milhões de proteínas diferentes.
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